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domingo, 27 de julho de 2014

Esperança...


Admiro os fortes,
que não se deixam alquebrar, abater,
dilacerar, perecer...

Não sou um deles...
Ah! Sou frágil, dolorida...
Dói-me a vida!

Com intensidade
e sempre e tanto
e desfaço-me em pranto!

E depois de um certo tempo,
seca ao vento...
seja sul, seja norte...
às vezes quente, 
às vezes gélido prenúncio de morte...

E assim, ressecada e fria,
recebo uma visita 
que há tempos não via:

E continua moça,
tão linda assim vestida de Luz!
Acaricia meus cabelos,
sussurra em meus ouvidos...
Me encanta, acende, seduz...

Ah! Doce Esperança!
Como dizer não aos teus apelos?
E, a caminho do futuro,
sigo-te, esquecendo os pesadelos...
(Maria Mogorim)